Fascista? Quem?




Aqui a Ovelha não tem tido sequer grande vontade em falar neste tema, pois são muitas as palavras impróprias que me sugere.
Estou confinada há 43 dias, a sair só para as compras, quase como se fosse uma criminosa, a lavar-me e a desinfetar-me desenfreadamente. Com medo, muito medo, e a tentar que os outros também sintam esse receio pois, neste caso, o medo poderá ser a nossa salvação.
Sou católica e, apesar disso, passei a minha Páscoa como um qualquer domingo e critiquei aqueles que não o fizeram, tal como critiquei os que foram para a praia, para a marginal de Vila do Conde ou os que passeiam em romaria pela minha rua.
E é por isso que não posso deixar de criticar, ainda com mais intensidade, aqueles que deviam dar o exemplo e que se comportam como aquilo que chamam a quem a se opõe ás suas vontades impostas: fascistas!
O termo "fascista" nasce da palavra italiana fascismo (de fascio. "feixe; associação política ou social"). Entre outras coisas, fascismo pode ser um "ato autoritário ou intolerante". E é precisamente isso o que se passa em Portugal com as comemorações do 25 de abril! A generalidade da população sente-se ofendida com esta insistência em assinalar a data no Parlamento. E não digam que os argumentos são falsos, porque são bem reais: são muitos os pais e filhos separados há mais de um mês, são muitos os que não comemoraram datas festivas, são muitos os que não puderam fazer uma visita a um familiar ou um amigo num hospital ou num lar, são muitos os que não se puderam despedir dos seus...
Curiosamente, na Itália também é feriado a 25 de abril, o Dia da Libertação do regime...fascista de Mussolini. Lá, ao contrário de cá, a data só vai ser comemorada virtualmente, nas redes sociais. E, ao contrário de cá, não vi ninguém a opôr-se nem a chamar fascista a ninguém! E a diferença entre um país que sabe olhar para a sua história e um que só quer impôr as suas conveniências.
Isto para não falar das coisas que vi esta semana: um Ministro da Educação a "inaugurar" a telescola (só faltavam as criancinhas com as bandeirinhas), ou um Bloco de Esquerda a passar um atestado de ignorância aos portugueses com o seu manual de como cantar o Grândola à janela! Como se não bastasse, ainda somos gozados enquanto "mascarados" que temos de ser!
A propósito desta questão um jovem, já insuflado com estranhos ideais de extrema esquerda, desatou a chamar fascista a toda a gente, com o argumento de que se não se comemorar no Parlamento o 25 de Abril a "democracia pode cair". Disse ao jovem para estar descansado e até lhe dei uma prova de que a democracia está a salvo: "Enquanto eu tiver a liberdade de te mandar à merd@, podes estar descansado porque a democracia não cai". 
Fiquem bem, fiquem em casa!

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