Fascista? Quem?

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Aqui a Ovelha não tem tido sequer grande vontade em falar neste tema, pois são muitas as palavras impróprias que me sugere. Estou confinada há 43 dias, a sair só para as compras, quase como se fosse uma criminosa, a lavar-me e a desinfetar-me desenfreadamente. Com medo, muito medo, e a tentar que os outros também sintam esse receio pois, neste caso, o medo poderá ser a nossa salvação. Sou católica e, apesar disso, passei a minha Páscoa como um qualquer domingo e critiquei aqueles que não o fizeram, tal como critiquei os que foram para a praia, para a marginal de Vila do Conde ou os que passeiam em romaria pela minha rua. E é por isso que não posso deixar de criticar, ainda com mais intensidade, aqueles que deviam dar o exemplo e que se comportam como aquilo que chamam a quem a se opõe ás suas vontades impostas: fascistas! O termo "fascista" nasce da palavra italiana fascismo (de fascio. "feixe; associação política ou social"). Entre outras coisas, f

Quem tem medo compra um cão!




Há uns anos começou a falar-se na cultura do medo. Inicialmente o termo era essencialmente associado à indústria farmacêutica e ao sector da produção, que ia desviando o consumo ao sabor das suas necessidades de escoamento. Ora o bacalhau radioativo, ora eram as vacas loucas, ora os pepinos marados ou a gripe aviária e por aí adiante.
Hoje, a cultura do medo, está perfeitamente instalada a nível global. Mas sente-se mais quando vamos descendo de patamar. Veja-se, por exemplo, o que se passa no nosso país. Quem é que não pensa duas vezes antes de dizer o que quer que seja, sob pena de ser considerado logo como pró, contra, racista, homofóbico, xenófobo, beto e outras coisas que tal? Medo, meus amigos, miúfa, muita miúfa!!!
Se descemos ao nível local, a coisa ainda fia mais fino. Infelizmente vivo numa terra comandada pela cultura do medo. É ver os cobardes que todos os dias calam a sua opinião perante os ditardorzecos de ocasião, os que apoiam para não perder o "apoio", os que lambem botas para garantir privilégios, os comodistas ou os que simplesmente não os têm no sítio para se imporem. É triste, mas é verdade. E sentimos isto em tudo que envolve a participação cívica e que, por cá, só tem lugar para os medrosos que protegem os outros medrosos...
Já dizia a minha avó que quem tem medo, compra um cão (e não esqueçam que agora vão pagar mais taxas). Eu, que tenho quatro, ainda estou imune a esta vergonhosa cultura. Aturem-me!

Comentários

  1. Nesta cidade, quem tem medo tem de comprar mais do que um cão. Eu não tenho. Mas este fim de semana estou a fazer de babysitter de uma gata! Também conta?

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