Fascista? Quem?

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Aqui a Ovelha não tem tido sequer grande vontade em falar neste tema, pois são muitas as palavras impróprias que me sugere. Estou confinada há 43 dias, a sair só para as compras, quase como se fosse uma criminosa, a lavar-me e a desinfetar-me desenfreadamente. Com medo, muito medo, e a tentar que os outros também sintam esse receio pois, neste caso, o medo poderá ser a nossa salvação. Sou católica e, apesar disso, passei a minha Páscoa como um qualquer domingo e critiquei aqueles que não o fizeram, tal como critiquei os que foram para a praia, para a marginal de Vila do Conde ou os que passeiam em romaria pela minha rua. E é por isso que não posso deixar de criticar, ainda com mais intensidade, aqueles que deviam dar o exemplo e que se comportam como aquilo que chamam a quem a se opõe ás suas vontades impostas: fascistas! O termo "fascista" nasce da palavra italiana fascismo (de fascio. "feixe; associação política ou social"). Entre outras coisas, f

Festival do vómito está de volta! Sabe quanto lhe custa?

(Créditos de imagem: Memes Vianenses)

Nos últimos dias foi-se vendo o frenesim da aproximação do Festival do Vómito, mais conhecido pelo pomposo nome de Neopop. Desde o primeiro festival que abomino esta iniciativa, não pelo tipo de música que lá passa (cada um tem os seus gostos musicais e há que os respeitar), mas por toda a deprimente envolvência deste evento. 

Sou rapariga de festivais e, confesso, nunca vi nada de tão repugnante, de humanamente rasteiro, de degradante como o "day after". Gente a dormir onde calha e como calha, zonas da cidade verdadeiramente asfaltadas de vómito fedorento, lixo, muito lixo...

Mas o mais curioso é que o vómito de uns custa o dinheiro dos outros. Fique então a saber que em 2016 a autarquia vianense financiou o evento com 40 mil euros. Em 2017 já eram 60 mil, em 2018 110 mil e, este ano, vai custar-nos a todos a módica quantia de 130 mil euros! E fossem os bilhetes baratos...

Esta semana dei por mim a olhar para a montagem da zona de acampamento que, tal como o subsídio camarário, é muito maior. Fica mesmo ao lado da praia da Argaçosa e da Arena Vianense. Estava eu a olhar para o encerramento de uma zona amplamente frequentada por banhistas (e ainda bem que veio a chuva) e a pensar porque é que a autarquia não rentabilizava "a coisa". Era só abrir a Neo Arena e já tinha um belo espaço para acolher os Neopopos. É que desconfio que 90% não vai dar com a sua tenda e assim sempre se dava vida a um espaço que a própria Câmara encerrou...

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