Fascista? Quem?

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Aqui a Ovelha não tem tido sequer grande vontade em falar neste tema, pois são muitas as palavras impróprias que me sugere. Estou confinada há 43 dias, a sair só para as compras, quase como se fosse uma criminosa, a lavar-me e a desinfetar-me desenfreadamente. Com medo, muito medo, e a tentar que os outros também sintam esse receio pois, neste caso, o medo poderá ser a nossa salvação. Sou católica e, apesar disso, passei a minha Páscoa como um qualquer domingo e critiquei aqueles que não o fizeram, tal como critiquei os que foram para a praia, para a marginal de Vila do Conde ou os que passeiam em romaria pela minha rua. E é por isso que não posso deixar de criticar, ainda com mais intensidade, aqueles que deviam dar o exemplo e que se comportam como aquilo que chamam a quem a se opõe ás suas vontades impostas: fascistas! O termo "fascista" nasce da palavra italiana fascismo (de fascio. "feixe; associação política ou social"). Entre outras coisas, f

Gato escondido com o Polis de fora...














Sempre que temos mais um episódio da longa novela do Prédio Coutinho (à conta do principal argumentista) temos os mesmos iluminados de sempre a falarem de coisas que não sabem ou a dar graxa ao oligarca de serviço. Se há uns que falam do alto da sabedoria dos seus vinte e poucos anos (recordo que o problema foi criado quando eles ainda usavam fraldas), outros há que parecem sofrer de esquecimento precoce ou, de outra doença mais moderna, o branqueamento da memória.

Para além destes há ainda os outros a quem caberia investigar um bocadito, mas que não o fazem, sabe-se lá porquê!

Quando esta semana foi apresentado o projeto de um novo mercado tive aquela estranha sensação de quase "dejá vu". E não é que era mesmo! Pois, não se lembra, mas há cerca de 15 anos, o gabinete do arquiteto Alexandre Alves Costa fez o projeto para o mercado e os apartamentos de realojamento. O projeto, claro está, foi pago. Mas a Viana Polis (autarquia) decidiu que não queria aquele que já estava pago e nem sequer pediu para que fossem feitas alterações: entregou a elaboração de um novo projeto ao gabinete de António Santos Gomes por quase 74 mil euros. A isto acresce o facto do primeiro ter vencido um concurso e o segundo ter sido por ajuste direto (sinceramente não percebo como é que o Tribunal de Contas permite estes desvarios de um autarca que compra um projeto que já tinha sido feito).

Bem, falar do novo projeto quase que nem vale a pena: um caixote que entra pelo jardim, que corta mais uma via, sem estacionamento, com previsíveis dificuldades em termos de logística, etc, etc, etc... Mas, mais importante, é dizer que ao fim de 15 anos não era o projeto que devia mudar, era a localização. 

A Declaração de Utilidade Pública baseada na urgência de construção de um novo mercado (porque alguém demoliu o que Viana tinha!) não faz hoje qualquer sentido. Um mercado naquela localização vai ter basicamente o mesmo valor do atual, ou seja, nenhum! Vai ser mais dinheiro atirado atirado à rua (isto numa altura em que já se falam em 35 milhos para um programa que foi apresentado como sem qualquer custo para o contribuinte).

A mesma autarquia esbanjadora comprou, há uns meses, o Pavilhão da AiMinho, com custos acima dos 3 milhões. Querem melhor lugar do que esse para colocar um mercado? Estacionamento não falta (até dava uso às catacumbas do campo, que à conta do mesmo programa também nos custaram uns milhões)! Com a feira ali mesmo ao lado! Com transportes públicos a cobrirem aquela área da cidade?! Bem, mas presumo que aquilo já esteja guardado para mais uns sugadores do erário público...

A culpa deste esbanjar do dinheiro público é dos moradores do Coutinho? Não, de todo. É do pai do projeto e dos seus "sucedâneos", incluindo um Ministro do Ambiente que em vez de mandar papaias devia era estar muito caladinho. O homem nunca fez nada na vida que não fosse trabalhar para o Estado. Em abono da verdade, nem sabe o que significa trabalhar! Foge-lhe a objetividade que deveria ter no cargo que ocupa pois foi um dos mentores do projeto quando estava na Quartenaire Portugal. Por cá também andou a "ganhar" currículo à conta do Porto de Mar. 

Percebem agora a afinidade entre ele e o oligarca de serviço em várias questões, incluindo a da exploração de lítio?
Meus caros, a cabeça não serve só para andar entre as orelhas...

Nota: Depois de ver o que Braga passou com a classificação do Bom Jesus a património da humanidade, esqueçam esse argumento para demolir o prédio, pois não será certamente por aí.

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