Fascista? Quem?

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Aqui a Ovelha não tem tido sequer grande vontade em falar neste tema, pois são muitas as palavras impróprias que me sugere. Estou confinada há 43 dias, a sair só para as compras, quase como se fosse uma criminosa, a lavar-me e a desinfetar-me desenfreadamente. Com medo, muito medo, e a tentar que os outros também sintam esse receio pois, neste caso, o medo poderá ser a nossa salvação. Sou católica e, apesar disso, passei a minha Páscoa como um qualquer domingo e critiquei aqueles que não o fizeram, tal como critiquei os que foram para a praia, para a marginal de Vila do Conde ou os que passeiam em romaria pela minha rua. E é por isso que não posso deixar de criticar, ainda com mais intensidade, aqueles que deviam dar o exemplo e que se comportam como aquilo que chamam a quem a se opõe ás suas vontades impostas: fascistas! O termo "fascista" nasce da palavra italiana fascismo (de fascio. "feixe; associação política ou social"). Entre outras coisas, f

O "rei" vai nu!

Por Joseolgon - Obra do próprio, CC BY-SA 4.0
















Nestes dias tenho dado por mim verdadeiramente agoniada e nauseada pelo que se tem passado no Prédio Coutinho. 
Ele não resistiu em revelar-se mesmo na reta final, numa altura em que o horizonte da vida autárquica se avizinha, e mostrar o seu verdadeiro eu, despido de máscaras e com as insignificantes e fétidas "pindurezas" à mostra de todos. Tenho mais consideração pelo Padre de Pedrogão que, com o bom senso de ocultar o que não nos interessa ver, teve a frontalidade de admitir o que fez e o que o movia. Aliás, merece-me mais consideração do que certos bispos, que esquecem o seu papel de defesa das pessoas, depois de passarem a ser aconselhados pela mulher do próprio Demo.

E já que falamos em Demo, falo também da torpe diabolização de quem lá mora e luta pelos seus direitos. Agem como uns invejosos em relação a gente que trabalhou toda a vida e que investiu o seu dinheiro da forma que mais lhe convinha. Será que estes anos todos não pagaram os seus impostos, não pagaram IMI? Pagaram certamente, e a Câmara também não deixou de os cobrar, coisa que não seria possível se a construção fosse ilegal. Mas estão todos cegos, pelas mentiras que alguém foi repetindo ao longo destes 19 anos...

De fora é um “mamarracho”, lá dentro ainda é uma casa from Público on Vimeo.

Pois, ele vai nu...despiu-se e revelou-se no ditadorzeco ressabiado que sempre foi... Fraco rei faz fraca a forte gente! E porque não gosta de quem desafie a sua autoridade, toca a vingar-se, e a fazer uma birra de puto mimado. Uma birra de quem parece que nunca foi espoliado da sua casa, da sua terra... Sim, porque Viana é a minha terra, não a dele, e por muito que ele tente adonar-se, isso não vai mudar porque nem a alma de ser vianense ele tem! 
É então que ele ressalta no "esplendor" do seu verdadeiro eu: corta água, luz, põe a polícia à porta, controla saídas e entradas, tudo digno de uma sociedade muito civilizada! Vergonha das vergonhas!!!!! Devia mandar cortar-me a luz e a água, que eu garantiria que nem mais uma gota cairia e nem mais uma lâmpada se acenderia no condomínio onde vive (aquele mesmo que trocou com uma casa alugada há pouco mais de 19 anos...).

O Coutinho não é, de todo, um exemplo estético, mas a cidade também já não vive sem ele. E o antigo mercado, considerado um exemplo arquitetónico, quem o preservou? E quantas obras de gosto muito duvidoso se fizeram entretanto? E o "belo" Pavilhão da Aiminho, no qual se gastaram 1,3 milhões, qual será o seu destino? E os necessários vistos do Tribunal de Contas?

A desculpa de lá construir um novo mercado, é a treta mais chapada que já ouvi. O mercado, naquela área, morreu com a demolição e nunca mais vai renascer, nunca mais vai ser mercado, e quem pensa o contrário que se desengane... Os que aceitaram acordo e mudaram para os edifícios de realojamento, em boa parte já venderam os apartamentos, tal era a "qualidade" construtiva das ditas gaiolas...

Achas que tens moralidade para tudo, e não tens nem um pingo de moral! Defendes o ambiente, e aceitas que esventrem os nossos montes à caça de lítio. Acabas com as touradas e expulsas idosos de casa. Não tens dinheiro para dotar escolas de condições de conforto mínimas, mas pedes empréstimos para contratar baterias de advogados para defenderem causas destas. Não cuidas dos nossos idosos, crianças, do nosso comércio, mas investes milhares na contratação dos teus amigos inúteis que, aos teus olhos, a única vantagem que têm é manter-te os sapatos sempre lustrosos.

Bates com a mão no peito, fazes cruzes na testa e não prestas, és um traste! E tenho pena que muita gente ainda não tenha visto que, afinal, tu vais nu!

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