Fascista? Quem?

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Aqui a Ovelha não tem tido sequer grande vontade em falar neste tema, pois são muitas as palavras impróprias que me sugere. Estou confinada há 43 dias, a sair só para as compras, quase como se fosse uma criminosa, a lavar-me e a desinfetar-me desenfreadamente. Com medo, muito medo, e a tentar que os outros também sintam esse receio pois, neste caso, o medo poderá ser a nossa salvação. Sou católica e, apesar disso, passei a minha Páscoa como um qualquer domingo e critiquei aqueles que não o fizeram, tal como critiquei os que foram para a praia, para a marginal de Vila do Conde ou os que passeiam em romaria pela minha rua. E é por isso que não posso deixar de criticar, ainda com mais intensidade, aqueles que deviam dar o exemplo e que se comportam como aquilo que chamam a quem a se opõe ás suas vontades impostas: fascistas! O termo "fascista" nasce da palavra italiana fascismo (de fascio. "feixe; associação política ou social"). Entre outras coisas, f

Uma lição à francesa



Certamente que não houve quem ficasse indiferente ao ver a Catedral de Notre-Dame de Paris a ser consumida pelas chamas. Felizmente não houve vítimas a lamentar, mas "sobrou" uma enorme dor de coração para quem assistiu àquele cenário dantesco. Afinal, a Catedral passou por tanto ao longo de tantos séculos...
Bem, mas isto para vos falar da forma como a França, de há uns tempos a esta parte, encara a recuperação do seu património. E como em tudo na vida, considero que aquilo que é bom, pode e deve ser copiado.

Não há muitos anos nasceu nasceu em França um movimento cívico com o intuito de salvar um castelo. Mothe-Chandeniers. A ideia era inovadora: as pessoas adotavam o castelo, davam um contributo para a sua compra e renovação e tornavam-se co-proprietárias do mesmo.

O sentido de pertença levou gente de todo o mundo a aderir, e não só este mas dezenas de outros castelos, igrejas, museus e até jardins estão a ser alvo da intervenção destes Mosqueteiros do Património, os DARTAGNANS, já oficialmente constituídos como movimento e devidamente regulamentados pelas leis francesas.

O certo é que ainda as chamas não estavam extintas e o movimento Dartagnans estava já a receber donativos para Notre-Dame. Menos de 48 horas depois, tinha recebido 503 contribuições de 52 países! E porquê? Porque ao contrário do que acontece por cá, é tudo clarinho como a água! Porque as pessoas já sabem que o dinheiro que doam não cai num qualquer saco roto. Porque já viram, efetivamente, muito do seu património cultural recuperado pela mão destes Mosqueteiros. E, acreditem, é uma coisa linda de se ver!
Felizmente não faltou quem disponibilizasse milhões para recuperar o "coração" de França. Felizmente, os Mosqueteiros do Património disseram logo: "Presente!".
Questiono-me, há muito, se este modelo resultaria em Portugal... Se tenho dúvidas? Sim, tenho e muitas.


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