Fascista? Quem?

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Aqui a Ovelha não tem tido sequer grande vontade em falar neste tema, pois são muitas as palavras impróprias que me sugere. Estou confinada há 43 dias, a sair só para as compras, quase como se fosse uma criminosa, a lavar-me e a desinfetar-me desenfreadamente. Com medo, muito medo, e a tentar que os outros também sintam esse receio pois, neste caso, o medo poderá ser a nossa salvação. Sou católica e, apesar disso, passei a minha Páscoa como um qualquer domingo e critiquei aqueles que não o fizeram, tal como critiquei os que foram para a praia, para a marginal de Vila do Conde ou os que passeiam em romaria pela minha rua. E é por isso que não posso deixar de criticar, ainda com mais intensidade, aqueles que deviam dar o exemplo e que se comportam como aquilo que chamam a quem a se opõe ás suas vontades impostas: fascistas! O termo "fascista" nasce da palavra italiana fascismo (de fascio. "feixe; associação política ou social"). Entre outras coisas, f

Violência doméstica no masculino




No dia de luto contra as vítimas de violência doméstica, a Ovelha não pode deixar de se associar a esta causa e aproveita para recordar que nem só as mulheres são vítimas de violência doméstica, apesar de elas figurarem em quase todos os cartazes alusivos à data. Cada vez mais, também os homens são, de uma forma ou de outra, vítimas deste flagelo.

Primeiro quero recordar que a violência doméstica não é apenas física. Aliás, a violência psicológica e verbal pode, a prazo, ter até efeitos mais devastadores do que a própria violência física. Presencio com frequência a um casal, já com alguma idade, ambos reformados. Ela abre as janelas ao domingo, para que toda a rua pense que está a ouvir a missa e, enquanto o padre vai fazendo a sua parte ela, nas traseiras, insulta o marido. É de uma violência verbal, de uma tal insistência que, sinceramente, não sei como o homem aguenta... O mais certo é um dia deixar de calar e, como alguns, cometer uma loucura. Pois, mas nesse caso ela vai ser sempre a vítima...

Ela abre as janelas ao domingo, para que toda a rua pense que está a ouvir a missa e, enquanto o padre vai fazendo a sua parte ela, nas traseiras, insulta o marido.

Há uns dias, um certo juiz que deixou de julgar casos de violência doméstica (e foi pena não o terem permitido antes) disse uma das coisas mais acertadas que ele próprio podia ter sentenciado nos últimos tempos: a legislação sobre esta matéria tem de mudar, e agora acrescento eu, porque este é também um fenómeno em mutação.

É que, embora o seja na maioria das vezes, nem sempre a mulher é a vítima e, muitas vezes ela própria se aproveita dessa ideia pré concebida para se colocar num papel que não é o dela. E quando nós vemos isso com os nossos próprios olhos, a realidade assume uma outra dimensão.



Recordo-me de uma caso de um divórcio litigioso no qual a mulher, uma doméstica, arranjou um amante, limpou as contas bancárias conjuntas, dopou o marido com comprimidos na sopa ou na bebida, enfim, o ramalhete quase completo! Pois, em Tribunal, lá assumiu o papel de vítima, incluindo de violência doméstica, numa altura em que um sopro era capaz de atirar o marido ao chão... Vou ter pena de uma mulher assim? Não. Mas o juiz, ou melhor, a juíza, mesmo perante todas as evidências lá deixou ficar a mulher no seu lugar de...vítima, mesmo que falsa.

Tudo isto para dizer que, como em tudo na vida, não podemos generalizar nem fazer julgamentos sumários, e muito menos eu que não gosto de extremismos! A sociedade portuguesa ainda tem muito que trabalhar para atingir algo que a ajudará a colmatar este e outros flagelos: o respeito! Mas essas são contas para um próximo rosário...

Até lá, oiçam a melhor mensagem que se pode transmitir com o melhor da música.

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