Fascista? Quem?

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Aqui a Ovelha não tem tido sequer grande vontade em falar neste tema, pois são muitas as palavras impróprias que me sugere. Estou confinada há 43 dias, a sair só para as compras, quase como se fosse uma criminosa, a lavar-me e a desinfetar-me desenfreadamente. Com medo, muito medo, e a tentar que os outros também sintam esse receio pois, neste caso, o medo poderá ser a nossa salvação. Sou católica e, apesar disso, passei a minha Páscoa como um qualquer domingo e critiquei aqueles que não o fizeram, tal como critiquei os que foram para a praia, para a marginal de Vila do Conde ou os que passeiam em romaria pela minha rua. E é por isso que não posso deixar de criticar, ainda com mais intensidade, aqueles que deviam dar o exemplo e que se comportam como aquilo que chamam a quem a se opõe ás suas vontades impostas: fascistas! O termo "fascista" nasce da palavra italiana fascismo (de fascio. "feixe; associação política ou social"). Entre outras coisas, f

Nike by Osíris na Eurovisão



Em janeiro esta Ovelha tinha já prenunciado que Conan iria vencer o Festival da Canção, da mesma forma que previu que, um ano depois, nunca mais ninguém ouviria falar de Salvador Sobral. E porquê? À falta do Vasco Granja ou da Fórmula 1, o Festival da Canção ainda é das memórias de infância que preservo e, com o passar dos anos, fui também aprendendo as novas dinâmicas da Eurovisão. E foi assim que percebi que, nos últimos anos, este tem sido o meio ideal para "dar música" aos portugueses e, o mais incrível, é que muitos engolem a patranha!

Mantenho, ainda hoje, que Salvador Sobral não ganhou a Eurovisão por acaso já que, anualmente, por uma razão ou por outra, o país vencedor parece escolhido a dedo, ou à medida das conveniências. No caso de Portugal, porque havia a disponibilidade de gastar uns milhões do dinheiro público com a organização de um festival em que não houve retorno financeiro absolutamente nenhum. E, na altura, até deu muito jeito ao Governo juntar religião, futebol e "fado" para distrair o povo daquilo que realmente se passava no país...

Agora, quando vi o cromo do Conan e o seu Emplastro, percebi que eles seriam as novas "vedetas" do festival de aberrações em que a Eurovisão se transformou. Com um olhar mais atento percebeu-se, desde cedo, que a televisão pública estava, encapotadamente, a promover de antemão o vencedor...

Depois há os que vão atrás, como um senhor chamado Vítor Rua que, como fundador dos GNR, os classifica como "pimba do pior". Numa acesa discussão com a Ovelha, o auto intitulado "musicólogo", defendia Conan e atacava António Variações, depois do primeiro ter sido comparado como uma "cópia rasca" do segundo. "O Variações musicalmente era um parolo que gostava do ABBA e pior! Desafinava (coisa que este não faz) e não tinha a mínima noção rítmica! Falhava sempre!", afirmou o "musicólogo" com a atitude de "eu é que sou o presidente da Junta!". Atrás dele chegam uma série de "iluminados" musicais que falam do cromo do Conan como se ele fosse uma entidade superior, muito melhor do que Pessoa ou o Variações! E Portugal, mais uma vez, come estas tretas!

Ora, se como alguém escreveu, "para existir música é preciso que haja intenção de que ela seja música", logo se constata que o circuito da análise acusticóloga da música vencedora do Festival da Canção padece de uma entropia estereotipada dos que acham que arte e cultura são a mesma coisa e só a eles cabe o "direito" de definir o que é cultura.

A música de Conan é uma palermice, daquelas que eu cantarolo de improviso no banho, e a letra idem. Vale pelo espetáculo deprimente e...pela marca!

Pois, olhem atentamente e vão perceber que Conan já aspira ao título de novo Ronaldo, mas da música! Para além de escrever letras com os pés, Conan também os serviu (bem como os do seu Emplastro) com umas belas sapatilhas Nike Flight Bonafide, curiosamente hoje a serem publicitadas na redes sociais! Mais: no video de apresentação,foi jogar golfe e, para que o sol não danificasse os seus poucos neurónios, cobriu a cabecita com um boné da ... Nike! E a televisão pública distraiu-se e mostrou, vezes sem conta, a marca!!! Mas foi sem intenção...




Mas, mais lamentável, é que o vencedor (à semelhança da maioria dos concorrentes) não tenha dicção e nem sequer consiga dizer ma frase completa em bom português... Este é o espelho do nosso país. Este é o exemplo que estamos a impingir às novas gerações... Triste país! Ah, e não se esqueça que todos nós vamos pagar o desfile circense em Telavive!

Agora comparem as semelhanças com este video, de 2018. Até nos pés...


Fica uma última pergunta: a quem interessa que não se bloqueie o Eurovision World, um site onde se promovem casas de apostas que não estão reguladas em Portugal?

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