Fascista? Quem?

Imagem
Aqui a Ovelha não tem tido sequer grande vontade em falar neste tema, pois são muitas as palavras impróprias que me sugere. Estou confinada há 43 dias, a sair só para as compras, quase como se fosse uma criminosa, a lavar-me e a desinfetar-me desenfreadamente. Com medo, muito medo, e a tentar que os outros também sintam esse receio pois, neste caso, o medo poderá ser a nossa salvação. Sou católica e, apesar disso, passei a minha Páscoa como um qualquer domingo e critiquei aqueles que não o fizeram, tal como critiquei os que foram para a praia, para a marginal de Vila do Conde ou os que passeiam em romaria pela minha rua. E é por isso que não posso deixar de criticar, ainda com mais intensidade, aqueles que deviam dar o exemplo e que se comportam como aquilo que chamam a quem a se opõe ás suas vontades impostas: fascistas! O termo "fascista" nasce da palavra italiana fascismo (de fascio. "feixe; associação política ou social"). Entre outras coisas, f

Araucária: a árvore que o poder condenou


Agora que estão passadas as festas, é tempo de falar em falsidade e hipocrisia. Não falo da falsidade e hipocrisia já naturais na quadra natalícia, mas sim nos políticos falsos e hipócritas (que, infelizmente, também não são raros).
Logo no início de dezembro, nas redes sociais, era muita a indignação dos que ficaram a saber que a "sua" araucária excelsa não iria ser iluminada. O meu comentário foi: "Agora não vale a pena, já está condenada!".
Pois, mais valia que a tivessem iluminado...
A árvore já está doente há cerca de uma década, e o poder político sempre o soube! Há cerca de 6 anos foi colocada uma iluminação que deveria supostamente ser definitiva, precisamente para não massacrar a árvore todos os anos. A iluminação ainda lá está colocada!
Porque mentem? Porque ocultam o que realmente se passa? Porque se inventam desculpas estapafúrdias para justificar o injustificável? Porque não houve nem há tomates para assumir a verdade. Porque há 10 anos deviam ter tomado a decisão de cuidar e tratar de uma árvore doente (e classificada) sacrificando o folclore que sempre se fez em torno daquela que falaciosamente é a maior árvore da Natal natural da Europa... Ninguém teve coragem e, desde o dia em que souberam que a árvore estava doente, o assunto foi sempre relegado para segundo plano, à espera do "senhor que se segue" para declarar o óbito...
E se não há mais ninguém a ter coragem de o fazer, eu faço-o: a araucária já há muito está condenada, por culpa de quem dela se serviu para encher o olho ao eleitor pouco informado! Mais, acredito que o Prédio Coutinho vá resistir mais anos em pé do que esta que já foi uma bela araucária excelsa.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Azulejos em nova escola custam mais de 20 mil

Carta Aberta a Tiago Brandão Rodrigues