Fascista? Quem?

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Aqui a Ovelha não tem tido sequer grande vontade em falar neste tema, pois são muitas as palavras impróprias que me sugere. Estou confinada há 43 dias, a sair só para as compras, quase como se fosse uma criminosa, a lavar-me e a desinfetar-me desenfreadamente. Com medo, muito medo, e a tentar que os outros também sintam esse receio pois, neste caso, o medo poderá ser a nossa salvação. Sou católica e, apesar disso, passei a minha Páscoa como um qualquer domingo e critiquei aqueles que não o fizeram, tal como critiquei os que foram para a praia, para a marginal de Vila do Conde ou os que passeiam em romaria pela minha rua. E é por isso que não posso deixar de criticar, ainda com mais intensidade, aqueles que deviam dar o exemplo e que se comportam como aquilo que chamam a quem a se opõe ás suas vontades impostas: fascistas! O termo "fascista" nasce da palavra italiana fascismo (de fascio. "feixe; associação política ou social"). Entre outras coisas, f

Por favor, não matem o Pai Natal!


Todos os anos é a mesma coisa. Cada vez mais crianças que dizem em jeito de segredo: "Eu já sei que o Pai Natal não existe!". E cada vez mais eu digo: "Tu podes não acreditar, mas eu acredito!". E dá-me um certo gozo ver as pequenas caras de espanto... Mas toda a medalha tem um reverso, e irrita-me profundamente que nós, os adultos, roubemos às crianças aquilo que são as melhores memórias da vida: os momentos de espera, de adrenalina, de sorrisos e alegria. E porquê? Por nós próprios, os adultos, nem sequer temos pachorra de explicar às crianças o que é que isto significa (ou o que deveria significar)...
Quando eu era pequenita havia um misto entre o Menino Jesus e o Pai Natal, mas é claro que o Menino, por muito querido que seja, ficava sempre a perder (então como é que um gaiato tão pequeno conseguia levar prendas a toda a gente?!). Já mais crescida, veio a teoria de que o Pai Natal tinha sido uma figura criada pela Coca-Cola, o que também é uma grande treta. A Coca-Cola deu-lhe um arranjo nas vestes e um ar bonacheirão, mas a figura foi inspirada em São Nicolau de Mira, um bispo que ficou conhecido pela sua caridade e afinidade para com as crianças e que morreu a 6 de dezembro do ano 350, sendo depois canonizado pela Igreja Católica.
É por isso que eu digo sempre: "O Pai Natal está no nosso coração, nos nossos atos, na nossa generosidade, no simples dar sem estar à espera de receber".
É isso que vocês estão a matar, seus adultos ignorantes! O verdadeiro sentido da generosidade, a alegria, o imaginário das nossas crianças! Cresçam e aprendam alguma coisa! A primeira passa por não "matar" o Pai Natal!

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