Fascista? Quem?

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Aqui a Ovelha não tem tido sequer grande vontade em falar neste tema, pois são muitas as palavras impróprias que me sugere. Estou confinada há 43 dias, a sair só para as compras, quase como se fosse uma criminosa, a lavar-me e a desinfetar-me desenfreadamente. Com medo, muito medo, e a tentar que os outros também sintam esse receio pois, neste caso, o medo poderá ser a nossa salvação. Sou católica e, apesar disso, passei a minha Páscoa como um qualquer domingo e critiquei aqueles que não o fizeram, tal como critiquei os que foram para a praia, para a marginal de Vila do Conde ou os que passeiam em romaria pela minha rua. E é por isso que não posso deixar de criticar, ainda com mais intensidade, aqueles que deviam dar o exemplo e que se comportam como aquilo que chamam a quem a se opõe ás suas vontades impostas: fascistas! O termo "fascista" nasce da palavra italiana fascismo (de fascio. "feixe; associação política ou social"). Entre outras coisas, f

Não sou defensora destes animais!








Antes de começar quero dizer que este é um tema com o qual já me chateei no passado. Por isso aviso, desde já, que não vou tolerar qualquer insulto que, muito democraticamente, saberei de imediato o que fazer com ele.

Ontem foi o dia mundial do cão, animal pelo qual eu tenho apreço. Aliás, considero-me uma amiga dos animais e do ambiente. Dos meus 4 cães, dois foram resgatados de uma morte certa. Indigno-me quando o vizinho bate no seu cão. Tenho um esquilo siberiano que, de tão bem tratado que é, já ultrapassou a esperança média de vida e continua "rijo como um pêro". Tenho um jardim e uma horta nos quais não entram químicos. Faço compostagem, protejo visitantes como o ouriço que por cá passou uns dias. Contribuo para algumas causas internacionais para evitar a extinção de espécies, como por exemplo o elefante, etc, etc, etc. Não faço disso publicidade e, muito sinceramente, até seria insultuoso chamarem-me "defensora do animais".

Ontem, dia mundial do cão, um "amigo" da redes sociais, com notoriedade nacional, colocou esta questão: "Por que razão alguns amigos-dos-animais ficam tão satisfeitinhos quando um toureiro se magoa? Compreendo que achem Karma e coisa e tal, mas tanta e tão alarve alegria é suspeita.
Suspeita de que, mais do que «amigos dos animais», são sádicos disfarçados. 
Sádicos que nem sequer têm a coragem de perceber que são sádicos – e violentos e frustrados e, na verdade, com ódio ao próximo." 

Bem, quando li isto (e concordo plenamente com a questão) pensei de imediato: "Meu caro, no que te foste meter!"
Dito e feito. Em manada desenfreada atacaram com um chorrilho de argumentos, que eram tão só e apenas insultos da pior espécie, dignos de "sádicos, violentos e frustrados". Do pior mesmo, nem sequer os reproduzo. No meio do quase meio milhar de comentários encontrei uma senhora, mais inflamada. Fui espreitar à página dela e pimba, não tardei a encontrar um bichinho exposto no seu belo sofá de...couro!

São estes os amigos dos animais? Quando não se respeita o ser humano, como é que se pode defender seja o que for? E para esta malta, o conceito de animal passa só pelo touro e pelo caracol (ao segundo já lá vamos)?

Como disse no inicio, este foi um tema que me valeu algumas chatices no passado. Pelo simples facto de ter feito (e bem= o meu trabalho, alguém presumiu que eu era aficionada e aí começou uma perseguição que foi desde os insultos à devassa da minha vida privada, chegando mesmo à cópia de fotografias da minha filha (na altura com 5 anos) revelando publicamente a escola onde ela andava. Gente muito digna, sem dúvida! Mas acho que a coisa só acalmou realmente depois de ter mandado um recado a uma das chefes da comandita: " Diz a fulana que um dia destes passo na associação onde faz negócio paralelo à pet shop onde trabalha e lhe enfio semelhante murro nas trombas que vai aprender de vez a não se meter com a minha família". O recado foi, literalmente, este.

Quem me conhece sabe bem o que eu penso sobre o assunto. Não, não gosto de touradas. Em criança, todos os anos, uns tios emigrantes levavam-me à tourada da Senhora D'Agonia. No máximo achava piada à corneta e aos forcados, principalmente o rabejador. O resto era, literalmente, pura seca (ficava sempre no sol/sombra, sendo que em 90% da tourada só apanhava sol). Não vou, não gosto, não contribuo para o negócio, mas simplesmente não posso obrigar os outros a não gostarem. Se gostam, tenho é que respeitar, falar, e não insultar ou perseguir ou, muito menos, desejar-lhes a morte!


Faz-me lembrar uma islâmica que, um dia, quando se falava em comida, me disse a mim, minhota, que papas de sarrabulho eram comida de merda! Até hoje, nunca mais me viu os dentes! São estas faltas de respeito que me indignam!
Mas dessa altura retenho uma outra ativista, também muito acérrima na luta anti tourada e defensora dos bichos que, vim a saber, adoptou um gato doente e, precisamente por isso, mandou-o para a casa da mãe, uma pessoa também doente. O gato acabou por morrer, porque embora outros o tenham feito, a amiga dos bichos nunca se preocupou em tratar o gato e, pior, também nunca se preocupou em ajudar e tratar a mãe...

Muita da culpa deste extremismo é da Câmara Municipal da minha terra, que se declarou cidade amiga dos animais e atiçou este ódio. No entanto, tanto ela como os amigos dos bichos, estão-se cagando para o surto de esgana que assolou o Minho e que levou ao abate da maioria dos animais. Por cá a associação que os recolhia fica sem casa no fim do mês, mas o dinheiro aplica-se mais facilmente num fogo de artifício que por birra se quer queimar. Em Braga fizeram manif depois dos animais abatidos, mas antes ninguém levantou o cuzinho para os adoptar, evitando assim o contágio. Com amigos assim...

Bem, mas vamos aos caracóis. Loures promove o Festival do Caracol e, por sinal, há um grupo que lá vai manifestar-se em defesa dos caracóis... Acreditem, quando vi as fotos fiquei incrédula! Uma palermice pegada que consegue superar a imposição, pelo PAN, do copo menstrual! E até tinham cartazes em que diziam, em termos imperativos, "Sejam vegans!". Ó espertos dum caraças! Então não sabem que os caracóis dão cabo do vosso "comer"? Odeio-os (por cá a iguaria é apreciada por poucos)!!! Nas noites de neblina vou para o quintal apanhá-los. Esmago-os, atiro-os para a estrada para os carros lhes passarem por cima!!! É que como sou amiga do ambiente, não uso químicos, e os gajos dão-me cabo da horta!!!! 

Só para fechar, porque o discurso já vai longo, li há dias uma notícia que dava conta da preocupação dos ambientalistas pelo facto de, em Espanha, haver mais porcos do que pessoas. Não estavam propriamente preocupados se os ditos iriam acabar numas belas tapas ou não. Estavam preocupados com o efeito dos gases provocados pela trampa de porco. Se fosse por cá, acreditem, já estava esta malta a defender os porcos, e que se lixe se ficarmos todos atolados de merda!

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