Fascista? Quem?

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Aqui a Ovelha não tem tido sequer grande vontade em falar neste tema, pois são muitas as palavras impróprias que me sugere. Estou confinada há 43 dias, a sair só para as compras, quase como se fosse uma criminosa, a lavar-me e a desinfetar-me desenfreadamente. Com medo, muito medo, e a tentar que os outros também sintam esse receio pois, neste caso, o medo poderá ser a nossa salvação. Sou católica e, apesar disso, passei a minha Páscoa como um qualquer domingo e critiquei aqueles que não o fizeram, tal como critiquei os que foram para a praia, para a marginal de Vila do Conde ou os que passeiam em romaria pela minha rua. E é por isso que não posso deixar de criticar, ainda com mais intensidade, aqueles que deviam dar o exemplo e que se comportam como aquilo que chamam a quem a se opõe ás suas vontades impostas: fascistas! O termo "fascista" nasce da palavra italiana fascismo (de fascio. "feixe; associação política ou social"). Entre outras coisas, f

Política: A prima da Eurovisão



Chamem-me "pindérica" ou o que quiserem, mas desde que me lembro de ouvir e de pensar que sempre gostei de acompanhar o Festival da Eurovisão. O Festival da Canção já deixei de gostar de ver há muito tempo e, agora, a Eurovisão segue pelo mesmo caminho. E não é por causa de ter ganho uma música de galináceos e muito menos por Portugal ter acolhido este ano o evento à conta da outra música de trampa. É por causa da política...

Quem acompanha estas coisas sabe, que de há uns anos a esta parte, o concurso tresanda, que há algo que cheira mesmo muito mal. A começar pelo flop do Salvador, que a partir de hoje cai definitivamente no esquecimento, mas a quem Marcelo até deu uma Comenda, daquelas que deveria ser entregue a quem efetivamente tem valor e faz algo pelo nosso país.

Depois, porque quem acompanha a Eurovisão, sabe que a edição 2017 foi marcada pelo anúncio da provável última participação de Israel. No dia em que soube que Israel iria estar em Lisboa disse logo que o vencedor já estava escolhido...e acertei.

Esconder um protesto em palco contra o Brexit quando se permite que uma outra música de protesto claramente plagiada (Itália) entre na competição, só porque é um dos países mais "pagantes"?!
Fazer rábulas infelizes que, para além de insultarem os de fora (e o lema era Todos a Bordo), nos insultavam a nós e aos ex-concorrentes portugueses!?

A falta de consideração pelo passado, a escolha da apresentação, o facto do ex-vencedor "embaixador" de Portugal se pronunciar sobre os concorrentes deste ano, Portugal dar a pontuação máxima à música horrenda da Espanha etc, etc, etc.

A Eurovisão passou a ser um jogo político e económico, tão sujo e pouco transparente como a própria política. Escolhem-se os vencedores conforme os interesses, mudam-se regras de votação conforme os interesses, não se divulgam dados de votação...enfim: tal e qual como na política, o povinho é sempre enganado.

Se vou continuar a acompanhar a Eurovisão? Vou, mas como dizia um nosso ex-ministro, "estou-me cagando" para a votação!

E para o senhor da foto, dedico-lhe a música do Toy, "Aguenta-te com esta".

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